gestão horizontal

17-07-2020

Gestão horizontal: como funciona e quais grandes empresas já utilizam

Entenda o que é um modelo de gestão horizontal, como funciona e quais grandes empresas já estão utilizando este tipo de estrutura.

 

Estamos acostumados a modelos hierárquicos desde o início de nossas vidas. Os avós, os pai e a mãe, os irmãos mais velhos, os irmãos mais novos. Na gestão das empresas, temos os diretores/chefões (ou os CEOs dos dias atuais), os gerentes, coordenadores, isso sem falar em superintendentes, membros do conselho, e outras nomenclaturas que quem nunca trabalhou em empresas de estrutura clássica talvez nunca nem tenha escutado.

Mas, de um tempo pra cá, existe uma tendência de reduzir estes níveis hierárquicos, transformando uma gestão que antes era vertical e com vários “andares” no organograma, para um modelo que se expande muito mais para os lados do que para cima ou para baixo, priorizando o empoderamento dos colaboradores e o seu autogerenciamento.

Para empresas pequenas ou de médio porte, esta parece uma decisão bem mais simples. Porém, este modelo de gestão horizontal vem sendo adotado pelas maiores, mais reconhecidas (e mais ágeis) empresas do mundo. No post de hoje vamos explicar tudo sobre o formato. O que é, as diferenças em relação ao modelo vertical, suas vantagens, cuidados e referências para você ter em mente.

 

O que é uma estrutura organizacional:

Uma estrutura organizacional diz respeito justamente à formatação adotada pela empresa em sua estrutura. É o modelo em que ela divide seus departamentos e hierarquias (tanto em relação aos cargos, mas também em relação aos próprios departamentos).

Uma estrutura organizacional é representada pelo famoso organograma empresarial. Aquele quadro com um esquema que vai do cargo mais alto e suas conexões e subdivisões até chegar aos cargos ou setores de base.

 

O modelo de gestão mais clássico

A gestão vertical é considerada o modelo mais clássico, principalmente entre as empresas mais antigas ou conservadoras. Trata-se justamente daquele formato puramente hierárquico, onde as decisões partem dos grupos mais altos de gestores, e vão se replicando através de várias subdivisões.

É em empresas como esta que escutamos histórias do tipo “comecei como office boy, virei auxiliar administrativo, depois analista, coordenador, supervisor…” e esta pessoa seguiu subindo, subindo, por vários degraus, até atingir um super cargo de gerência. Uma caminhada que pode ser quase impensável para as gerações mais novas.

Outra característica deste modelo é possuir um organograma fixo, com cargos, funções e salários bem estipulados. Além de sempre partir da boca do gestor a tal “palavra final”.

Modelos como este podem ser considerados mais engessados, atrapalhando criatividade, agilidade e inovação. Mas, em contrapartida, através deles é relativamente mais fácil implementar normas, políticas, plano de carreira, ou até mesmo ter um controle de tudo o que acontece.

 

O que é um modelo de gestão horizontal

Se o modelo mais clássico é o vertical, a tendência é a gestão horizontal. Este formato prioriza o empoderamento dos colaboradores e seu autogerenciamento. Em outras palavras, os funcionários desta empresa tem mais autonomia para tomar suas próprias decisões e lidam com menos burocracia em seus projetos.

Na gestão horizontal as relações de poder não são valorizadas. Em alguns casos, a figura do líder nem mesmo existe, pelo menos não na forma que estamos acostumados. Sua responsabilidade está mais em facilitar o trabalho da equipe do que em gerir pessoas. As decisões são tomadas em conjunto. Dependendo do quão horizontal uma empresa se torna, as vezes até mesmo os cargos são eliminados, tudo é feito em grupo, e a responsabilidade é diluída entre todos.

Outra questão é a redução dos níveis de gerência, com um grupo maior de pessoas respondendo a um gerente. Existem diferentes modelos de gráficos para diferenciar uma gestão horizontal da clássica vertical. O que mais gostamos é este da pirâmide. Onde uma (a vertical) é maior, mais fina e com um número maior de hierarquas, e a outra (a horizontal) é menor, mais larga e com menos divisões.

hierarquias organizacionais horizontal e vertical

 

As vantagens da gestão horizontal

Só de observar a diferença entre os organogramas, já podemos perceber que uma das vantagens mais latentes da gestão horizontal é a redução da burocracia. O que realmente acorre. Todavia, o modelo foi criado com o objetivo de aumentar a produtividade das equipes, partindo da ideia de que colaboradores se sentem mais motivados e engajados ao participar do processo de tomada de decisão.

Aqui apontamos algumas vantagens deste modelo de gestão:

  • Redução de cargos de chefia (e seus salários)
  • Produtividade
  • Engajamento
  • Motivação
  • Agilidade
  • Inovação
  • Criatividade
  • Clima organizacional
  • Liberdade
  • Diversidade

 

Alguns cuidados ao adotar este modelo:

A gestão horizontal já é realidade em muitas empresas. Porém, sua adoção não é tão simples quanto parece. A começar pelo processo de tomada de decisão. Normalmente em empresas com graus de hierarquia bem definidos, os líderes e gestores estão munidos de informação. Eles sabem onde a empresa quer chegar, qual a realidade atual, tem acesso a números, dados, além da convivência com sua equipe.

Para que decisões sejam assertivas na gestão horizontal, é necessário que colaboradores estejam munidos das ferramentas e informações necessárias para tanto. Não por acaso, o modelo é popular em empresas que adotam uma política de decisões baseadas em dados. Quando isso acontece, o time sabe qual a decisão certa a ser tomada, pois tem acesso a tudo que precisa saber para tanto.

Outra questão está no crescimento das empresas. O modelo é muito adotado em startups, onde a realidade de um quadro de pessoas pode rapidamente duplicar, triplicar, ou mesmo seguir o caminho inverso. Em ambos os cenários, é necessário cuidado e planejamento redobrado, para que as equipes sigam bem estruturadas e o fluxo da empresa não seja prejudicado.

 

Algumas empresas que usam a gestão horizontal

A gestão horizontal é muito bem recebida por startups e empresas de tecnologia. Porém, a realidade é muito maior do que essa. Segundo os portais theconversation.com e Enterprise Management 360 , gigantes já consagradas como, Google, Facebook e Netflix adotam este modelo. E mesmo empresas com uma história mais antiga, como a Nike e General Electric também seguem o mesmo caminho.

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