grou empowerment

22-01-2021

Empowerment! – Entrevista: como a Grou cresceu adotando uma cultura de empoderamento

Conheça o case de Empowerment da Grou. Em entrevista, Mariana Uebel, CEO da Grou, nos conta como colocar o conceito de empoderamento nas empresas em prática.

 

Não é de hoje que as empresas de sucesso reconhecem a importância de implementar uma cultura de empoderamento no trabalho.

Como não poderia ser diferente, a internet está repleta de (boas) dicas sobre o tema. Mas muitas vezes acabamos ficando em dúvida sobre como colocar o empowerment em prática.

Em meio a tantos e-books, listas e dicas de ouro, nem sempre é possível entender como o empowerment acontece no dia a dia.

Por isso, decidimos buscar um exemplo que fosse ao mesmo tempo real e ideal.

E ficamos felizes com o achado.

 

 

 

Conheça o case de empowerment da Grou

Sediada em Porto Alegre, a Grou é uma empresa que distribui tecnologias de Assessment para a área de gestão de pessoas, realizando um trabalho profundo com base na inovação.

Quem olha de fora, logo entende seu propósito de aproximar a tecnologia dos recursos humanos.

Aplicando softwares de gestão comportamental, a empresa consegue oferecer um benefício prático para os seus clientes. Desde o recrutamento até os desafios de gestão e desenvolvimento.

Em sua rotina interna, são aplicados os conceitos mais buscados na atualidade, como o uso de OKRs, metodologias ágeis, gestão descentralizada, que servem de base para a cultura de empowerment.

Como você vai observar em nossa entrevista, Mariana Uebel, CEO da Grou, acredita que é justamente esta a razão por trás do seu sucesso e crescimento.

Em nossa conversa, aprendemos como o conceito foi aplicado por eles. Quais as estratégias e meios de viabilizar o empowerment. O papel do conceito em tempos de pandemia. Assim como os desafios para grandes empresas.

Ficou curioso?

Então vem com a gente!

 

 

 

Confira nossa entrevista exclusiva: Mariana Uebel nos conta tudo sobre o case de Empowerment na Grou!

A seguir, você encontra nossa entrevista com Mariana Uebel, CEO e Co-founder da Grou, sobre como a empresa vem prosperando através da valorização do empoderamento de seus colaboradores.

 

 

Pergunta: Como a Grou decidiu adotar uma cultura de empowerment?

“Pra mim é difícil dizer em que momento a gente decidiu trabalhar com este modelo de gestão. Porque, na verdade, a questão do empowerment é cultural. Então eu entendo que desde sempre a gente estimulou a questão do poder e da autoridade para as pessoas.”

 

Sobre manter a cultura de empowerment

“Nós temos como característica do DNA da Grou essa questão de dar liberdade para as pessoas trazerem contribuições e ideias. A gente acaba conseguindo manter isso, porque muitas vezes estas contribuições acabam de fato se transformando em práticas. Isso se retroalimenta de alguma forma. As pessoas percebem que as contribuições, que a autonomia delas, que a liberdade de ação, faz sentido. Muitas vezes isso acaba virando projetos e novas práticas dentro da empresa.”

Frase empowement mariana uebel as pessoas percebem

 

 

Pergunta: Quais estratégias contribuem para trabalhar esta cultura?

“Então, outro ponto que é bem marcante na nossa gestão, é a questão da descentralização. Hoje a gente trabalha com a metodologia do Google, de OKRs, e isso também de alguma forma acaba descentralizando. As pessoas têm metas e objetivos, e elas vão desdobrar isso em objetivos menores para atingir os resultados. Isso é feito por times, o que também acaba contribuindo para a questão da descentralização e do gerenciamento de tarefas.”

 

 

Pergunta: Alguma outra dica?

“Por sermos uma empresa que trabalha muito com a questão do comportamento, das competências, do desenvolvimento, das soft skills, a gente acaba justamente estimulando isso na nossa equipe. Então, de tempos em tempos, a gente também procura olhar os nossos perfis comportamentais enquanto equipe, identificando principais fortalezas e limitações.

Então, por exemplo, se a gente faz um mapeamento comportamental e avalia que a gente tem ali uma futura liderança, um futuro executivo de contas, a gente foca no desenvolvimento destas competências, no despertar destas competências comportamentais, para que a pessoa também se perceba desta forma, e consiga usar os seus recursos da melhor forma. Muitas vezes as pessoas, por falta de autoconhecimento, ou até mesmo por falta de empoderamento dos gestores, acabam não utilizando aquilo que elas já têm como fortaleza.

Em contrapartida, na cultura Brasil, do ser humano, as pessoas tendem a olhar para os pontos negativos. Para aquilo que elas não são boas.

Na Grou, a gente procura dar luz para os pontos fortes, e de que forma aquela pessoa pode aproveitar melhor suas fortalezas, e até mesmo se desenvolver e crescer na carreira.”

 

 

Não existe empoderamento sem confiança…

“Outro ponto que eu entendo que também está relacionado ao Empowerment, e isso ficou ainda mais marcante com a pandemia, é a questão da confiança. Na Grou, a gente tem uma característica de confiar muito na nossa equipe. A gente parte do princípio de que as pessoas são maduras, e que a gente precisa confiar nelas. Se elas estão no nosso time é porque a gente fez esta escolha, e elas também escolheram estar conosco. Então é tudo um ciclo virtuoso, onde uma coisa vai alimentando a outra.”

Frase empowement mariana uebel a gente parte do principio

 

 

Walk the Talk

“Um outro aspecto bem importante é que tudo isso faz parte do walk the talk: a gente não fala tudo que a gente faz. A gente faz, e depois a gente fala. São duas coisas que andam muito juntas. Não temos só um discurso bonito, essa é a realidade, isso é o que a gente vive. Isso é o que acontece.”

 

 

Pergunta: qual o papel de empowerment em tempos de pandemia?

“Acredito que a gente tem isso (a confiança) como uma característica, o que facilitou bastante nosso trabalho na pandemia. A questão do home office, claro, mexeu com todo mundo, mas eu sinto que o impacto do home office para Grou, foi muito mais na questão de não podermos estar juntos de verdade. De não poder vibrar juntos, não poder fazer outros tipos de trocas que o olho no olho permite. Mas em termos de trabalho, foi uma questão mais de necessidade de organização do que qualquer outra coisa.

De alguma forma – agora saindo um pouco do empowerment, só para contextualizar – a gente já tinha muito essa questão da tecnologia digital, da confiança. Poder confiar nas pessoas, e já não ter esse perfil centralizador, nos ajudou a passar por este momento de pandemia de uma forma menos dolorida.

frase mariana uebel poder confiar nas pessoas

 

 

Pergunta: O empowerment ajuda na retenção de talentos na Grou?

“Sim, eu entendo que a Grou acaba conseguindo ter uma boa retenção de talentos. A gente entende que reter talentos não é segurar as pessoas a qualquer custo. Mas, sim, que a pessoa também queira estar conosco. Então a gente trabalha bastante a questão do clima interno, de ter um clima positivo, inovador, e isso tudo faz com que as pessoas tenham um maior engajamento, uma apropriação. Elas não fazem parte da empresa, elas são a empresa.”

 

 

Pergunta: Uma cultura de empoderamento se mantém sozinha?

A gente está sempre estimulando as pessoas a contribuírem. O ser humano tem uma tendência a se acomodar. E, se, existe alguém que lidera, se tem alguém que assume, toma conta, é do nosso perfil enquanto ser humano entrar numa certa zona de conforto. Então, de tempos em tempos, a gente precisa de alguma forma relembrar as pessoas a contribuírem, participarem, trazer ideias, dar mais. Mostrar pra elas que têm mais potencial, que podem trazer mais para a empresa e consequentemente para elas mesmas.

Dentro de todo esse contexto, a gente traz a questão dos feedbacks constantes. Não temos momentos específicos de feedback, não existem ciclos marcados a cada três, dois, seis meses, isso é algo que vai acontecendo ao longo do ano, ao longo da vida, da carreira de cada um dentro da empresa.

De alguma forma, a gente tenta trazer isso para a prática, delegando novos projetos, novas atividades.”

frase mariana uebel e do nosso perfil enquanto ser humano

 

 

Pergunta: Quais resultados práticos do empowerment?

“Os resultados do empowerment são as pessoas mais motivadas, a autonomia, o engajamento, o desenvolvimento (muitas vezes propiciado pela empresa, muitas vezes uma busca pessoal), o resultado de proatividade, de novos projetos, da vontade de otimização diária, de cada dia ser melhor enquanto pessoa e enquanto empresa, de a gente ter um clima interno muito positivo, trazer sempre inovação, buscar mudança, se adaptar à mudança, reconhecer as pessoas… Eu considero que o próprio sucesso da empresa é o resultado do empowerment. O crescimento da Grou, as perspectivas de crescimento, são fruto de todo este conjunto de empoderamento.”

frase mariana uebel empoderamento eu considero o sucesso

 

 

Pergunta: Todos os perfis de pessoas podem se adaptar a uma cultura de empowerment?

“Acredito que sim, que todos os perfis podem se beneficiar de uma cultura de empoderamento. Isso está muito relacionado à questão do fit cultural, do quanto que a pessoa gosta de trabalhar em uma empresa que ofereça mais autonomia, ou que seja mais inovadora. Agora, se você pegar uma pessoa mais conservadora, talvez tenha um pouco mais de dificuldade. Assim como uma pessoa muito passiva, que precisa muito de direcionamento. Mas eu acredito que todos os perfis se beneficiam. Claro que em relação à questão da proatividade, alguns perfis respondem melhor, mas tem muitas outras questões envolvendo o empoderamento. Eu entendo que todos os perfis podem responder bem.

frase mariana uebel todos os perfis

 

 

Pergunta: Que projetos surgiram na Grou com o incentivo ao empoderamento?

“Um projeto que foi muito legal, foi o playbook de vendas, que uma colaboradora nossa se prontificou a fazer. Ela assumiu totalmente este projeto, que envolveu outras áreas, e ela foi a líder. Ficou dois quarters trabalhando em cima disso, e depois a gente fez o lançamento. Foi muito legal, e é um fruto que a gente colhe até hoje. Até hoje o playbook de vendas segue, ele faz parte da nossa cultura, este é um exemplo de um projeto que tem a ver com isso, esta questão do empoderamento, da autonomia, da inovação, de trazer novas ideias.”

 

 

Pergunta: Qual o desafio das grandes empresas ao aplicar uma cultura de empoderamento?

Sem dúvidas, o desafio é diretamente proporcional. O que acontece: se a empresa já nasceu com essa cultura de descentralização, na verdade o desafio está em conseguir manter isso e continuar disseminando.

Agora, o que a gente vê é que grande parte das empresas maiores já têm alguns anos de vida, nascendo em tempos diferentes, com modelos de gestão diferentes. Então, se essas empresas não foram se atualizando ao longo do tempo, modernizando o modelo de gestão, sem dúvidas vão ter muito mais dificuldade de conseguir implementar uma cultura de empowerment. Mas nem tudo tá perdido, havendo o desejo da alta gestão, sempre existe a possibilidade de fazer esta transformação.”

 

 

Pergunta? Mas como botar isso em prática nas grandes empresas?

“Hoje se fala bastante da transformação digital. E até mesmo para a transformação digital acontecer é importante se trabalhar com metodologias mais descentralizadas. O que algumas empresas vêm fazendo hoje em dia, é trabalhar com squads.”

 

 

O que é Squad

“O squad é um modelo organizacional que é muito praticado em startups, mas hoje já vem sendo utilizado em diversas empresas. É um modelo que separa os funcionários em pequenos grupos de diferentes áreas. Então, de alguma forma, isso também vai trazendo agilidade, transparência, valor diversidade, a questão do feedback… Enfim, acaba ajudando na questão no empowerment, e nas relações de confiança e agilidade.”

 

 

O papel da liderança:

“Sem dúvidas, outra forma de desenvolver uma cultura de empowerment é trabalhando via lideranças. Os líderes são os grandes propagadores da cultura organizacional, e é por essa razão que as empresas acabam investindo muito neles.

Para dar o start, o primeiro passo seria começar a trabalhar as lideranças. E esse é obviamente um processo de médio-longo prazo, não é uma coisa que vai acontecer do dia para a noite. Mas, normalmente, se começa pelas lideranças, e as lideranças tem o papel de disseminar essa cultura de inovação, de empowerment, de squads, enfim, de trazer essa transformação, de trazer esta cultura mais descentralizada, com maior autonomia e maior confiança.

Então se investe nos líderes, treina os líderes, e os líderes se tornam multiplicadores.

frase mariana uebel empoderamento liderancas

 

 

Para finalizar…

Sem dúvidas, a pandemia obrigou as empresas a se adaptarem e a pensar mais sobre isso. Em ter que adotar um modelo de gestão mais descentralizado. Isso aconteceu de uma forma não necessariamente por escolha, mas por necessidade. E as empresas que não estão conseguindo fazer isso, certamente são as que estão ficando menos competitivas, que acabam atraindo menos talentos, que acabam fazendo menos retenção de pessoas.
Então é um caminho sem volta. Não tem muita escolha, caso contrário, com o tempo, a empresa se torna menos competitiva, e, por consequência, pode até mesmo vir à falência. Neste sentido, o desafio das grandes empresas é esse: conseguir disseminar esta cultura de empowerment. E geralmente este trabalho é feito via liderança.

 

 

 

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