demissão humanizada

11-09-2021

O que é demissão humanizada e por que colocá-la em prática?

O gestor de carreiras Guilherme Venancio trouxe algumas dicas sobre demissão humanizada. Confira!

 

O processo de demissão não costuma ser agradável para nenhum envolvido. É um processo delicado, que se não for feito com cautela, pode causar danos ao colaborador.

Você já sabe que é possível humanizar o processo de demissão.

Quando falamos em demissão humanizada, falamos em minimizar esses danos que o desligamento causa.

 

O que é demissão humanizada?

 

A demissão humanizada é um método para planejar uma demissão que não cause danos ao colaborador. Ou, se causar, seja o mínimo possível.

É um planejamento prévio com algumas ações a realizar inclusive durante e após o desligamento do colaborador. O objetivo é mostrá-lo que a organização que ele ajudou a construir valoriza cada passo que ele deu enquanto foi funcionário.

De maneira resumida, é quando o desligamento é conduzido com cuidado, respeito e empatia com a estabilidade emocional da pessoa demitida.

Para conduzir esse assunto, conversamos com o especialista em Gestão Estratégica de Carreiras Guilherme Venancio.

Guilherme acredita que a tendência é que o procedimento seja cada vez mais usado pelas organizações. Afinal, “diminui a probabilidade de desenvolver problemas emocionais na parte mais frágil: o profissional”.

O profissional complementa:

Ao realizar uma demissão dessa categoria, o colaborador não é visto apenas como um número que passou pela empresa e cumpriu suas obrigações. Longe disso, ele é reconhecido e respeitado em todas as fases do ato demissional. Isso faz parte da gestão estratégica de pessoas.

 

A demissão de Evaristo Costa, por Guilherme Venancio:

demissao evaristo costa

 

Recentemente, o desligamento do apresentador Evaristo Costa da CNN Brasil deu o que falar nas redes sociais.

O jornalista teve seu contrato, que ainda estava válido por mais 15 meses, rompido sem grandes explicações.

Evaristo soube de sua demissão um dia antes de voltar das férias, quando percebeu que a chamada do seu programa não estava na grade do canal.

Para Guilherme, esse case é a prova de que “mesmo em grandes empresas, ainda faltam profissionais qualificados para colocar em em dia as boas práticas e, acima de tudo, se colocar no lugar do outro”.

Guilherme também acredita que, no caso da CNN, é preciso criar uma comunicação mais transparente. E assim evidenciar os fatores do desligamento daquele profissional:

“A clareza é indispensável para amenizar os danos e tornar o ato menos penoso, pois se trata de um processo delicado e que atinge o emocional do apresentador”.

 

Demissão humanizada: como praticar?

 

Guilherme acredita que o segredo para uma operação de sucesso é fazer de tudo para não gerar um sentimento de impotência ou revolta no colaborador.

A demissão humanizada é um processo de colocar-se no lugar do outro também.

Por isso, é importante se perguntar: eu gostaria de ser demitido sem saber o real motivo?

É imprescindível ser objetivo, claro e consistente na hora de explicar os argumentos que levaram a essa decisão.

Se possível, estenda ao colaborador o tempo de validade do plano de saúde e outros benefícios. Dessa forma, ele poderá se preparar melhor para os novos desafios.

Por último, escreva uma carta de recomendação evidenciando os pontos fortes daquele profissional e, se possível, indique o seu antigo funcionário para outra empresa da sua rede de contatos que esteja com vagas em aberto.

 

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