como fazer um currículo

11-12-2020

Como fazer um currículo: 9 dicas que vão fazer a diferença

Procurando dicas de como fazer um currículo campeão? Separamos 9 táticas simples que vão te ajudar a conseguir sua entrevista dos sonhos.

 

 

Antes de mais nada, boa sorte!

Se você chegou até aqui, é porque está buscando novas oportunidades para sua carreira, independente do motivo por trás disso.

Acontece que esta tarefa não é lá a mais divertida de se fazer.

Nós, como blog especializado em RH e Gestão de Pessoas, sabemos muito bem.

Mas fazer um currículo é uma maneira de apresentar nós mesmos profissionalmente. O que para alguns pode gerar insegurança, e para outros uma preguiça danada em resumir todas a sua história em uma folha de papel (no máximo duas hein!).

Por isso, no post de hoje selecionamos 9 dicas matadoras sobre como fazer um currículo campeão, na visão do recrutador. São insights simples, didáticos, fáceis de aplicar, que vão te ajudar a conseguir a entrevista dos sonhos!

 

 

 

9 dicas sobre como fazer um currículo:

 

Normalmente, o currículo é o seu primeiro contato com o recrutador. Portanto, é bom caprichar…

Mas como fazer isso? Tem fórmula mágica?

Bom, não tem, mas tem.

Você pode fazer um currículo como quiser. Mas existem alguns pontos importantes que vão fazer toda a diferença.

Aqui vamos listar as nossas dicas favoritas.

Vamos lá?

 

 

1 – O que não pode faltar no seu currículo?

 

Você pode comparar fazer um currículo com escrever uma redação para o vestibular. O conteúdo pode ser ótimo, mas existem umas questões bem simples que, se você esquecer, perde pontos.

 

Por exemplo:

 

Um recrutador analisa vários currículos em sequência. Há aqueles que gostam de imprimir um por um. Então imagina se você esquecer de incluir o seu nome?

Ou então, imagina que você seja o candidato perfeito, mas esqueceu de incluir os dados para contato?

Portanto, antes de finalizar o seu currículo, é bom fazer um checklist!

Aqui temos o básico. Tire o print e confira antes de enviar:

  • Nome completo
  • Data de Nascimento
  • Endereço
  • Telefone
  • E-mail
  • Formação
  • Cursos de Especialização
  • Experiência profissional

 

 

Aqui temos dois adendos:

 

1 – Para quem já tem faculdade, mestrado e outros cursos importantes, informações como ensino médio ou outros tipos de cursos podem ser retirados para não ocupar muito espaço no seu currículo

2 – Se você tem experiência em diversas empresas, coloque aquilo que é mais relevante para as vagas. Quando estamos começando, aquele primeiro estágio pode ser super importante (e é), mas conforme você vai ganhando experiência e concorre a vagas mais avançadas, isso acaba passando batido pelo recrutador.

 

O que estamos querendo dizer é: faça uma avaliação e inclua apenas o que é realmente necessário! Tente usar no máximo duas páginas, o recrutador gosta de ter tudo o que precisa ao alcance dos seus olhos.

 

 

Qual a melhor estrutura:

 

Aqui não existe resposta correta.

Em uma vaga para designer, por exemplo, a simples diagramação do currículo já é uma forma de mostrar o quão boa essa pessoa é. E a pessoa pode optar por criar a sua própria estrutura. Neste caso, fica uma dica: pense na experiência do usuário. Bonito e funcional são conceitos distintos, e o segundo conta muito mais.

De qualquer forma, aqui temos uma estrutura simples e funcional:

 

  • Dados para contato
  • Resumo
  • Experiência profissional
  • Formação
  • Cursos e treinamentos
  • Skills e/ou competências
  • Idiomas

 

Pense que o seu nome é a primeira coisa que o recrutador quer saber. Depois, ele/ela quer ter uma ideia de quem você é da maneira mais rápida possível. A partir disso, carreira e formação começam a ser avaliadas com mais atenção.

 

 

2 – Em que formato salvar?

 

Essa questão é simples e direta: PDF!

A explicação é bem simples: desta forma você se certifica que o seu arquivo pode ser aberto em qualquer computador sem desconfigurar.

 

Mas precisa ser bonitinho?

Voltamos ao exemplo do designer. Neste caso, precisar não precisa, mas seria mentira dizer que não faz diferença.

Em outras áreas, isso continua valendo. Algumas mais do que as outras, é verdade. A grande questão é que o currículo precisa combinar com você.

Aquele formato clássico do word pode funcionar perfeitamente. Mas aí reforçamos o tópico: lembre de exportar em pdf!

 

 

3 – Pense em quem vai ler!

 

Isso reforça o que abordamos no primeiro item.

Tente se colocar no lugar de um recrutador: quantos currículos você acha que uma pessoa nessa função recebe por cada vaga?

Normalmente, centenas!

Se você entender isso, vai entender também que é humanamente impossível ler currículo por currículo com atenção.

Além disso, quando avaliam um currículo, os recrutadores já têm em mente o perfil do candidato ideal. Neste sentido, nos desculpe a redundância, mas é normal passar o olho e buscar justamente aquilo que se precisa encontrar.

E não há muito tempo para fazer isso. É questão de SEGUNDOS, e não de minutos, como todo candidato bem gostaria.

Portanto, monte o seu currículo pensando em deixar tudo mastigado para o recrutador, apresentando exatamente aquilo que ele precisa encontrar.

 

Aqui vai uma dica de ouro:

 

Analise a descrição da vaga

 

Antes de enviar o seu currículo, analise o que a vaga está pedindo.

Quais são os termos que mais se repetem? Quais as palavras-chave? Qual o diferencial informado?

Depois disso, certifique-se de que estes termos e diferencias constam ao longo do seu currículo. Principalmente no seu resumo, na experiência profissional e na listagem das principais skills e competências.

 

 

4 – Pesquise e inclua keywords

 

Decidimos criar um tópico só para isso, pois é realmente importante.

Keyword é o termo que em português significa palavra-chave.

E elas são fundamentais para o seu currículo.
Como falamos anteriormente, cada vaga tem suas próprias keywords. E cada mercado também.

Neste sentido, uma pesquisa de palavras-chave é importante por dois motivos:

 

Primeiro: para você não esquecer de incluí-las;

Segundo: para você fazer uma auto análise – será que eu não preciso desenvolver/aprender isso para incluir no meu currículo?

 

O ato de incluir keywords nem sempre é questão de incluir ou não incluir. As vezes é questão de autodesenvolvimento mesmo.

Além disso, é bem comum recrutadores simplesmente apertarem CTR + L e buscar exatamente por estas palavras-chave.

Por exemplo, se estivermos falando de um analista de sistemas, a palavra “análise de sistemas é mais do que obrigatória, não concorda? Do contrário, seu currículo pode ser descartado já na primeira triagem.

 

 

5 – Pense na gestão por competências

 

Dando continuidade ao assunto keywords, chegamos na perspectiva da gestão por competências.

Que, em resumo, é o mundo das soft skills e hard skills.
Vamos explicar brevemente:

 

  • Hard skills são aquelas habilidades que você aprende e são fáceis de comprovar. Por exemplo: sua formação, um curso, uma capacitação;
  • Soft skills são habilidades ligadas ao emocional, que muitas vezes já nasceram com você. Como, por exemplo, ser criativo, flexível, comunicativo, orientado para desafio, orientado para cliente, e por aí vai.

 

Neste texto falamos mais sobre o assunto:

Soft skills: Diferenciando-se no mercado de trabalho

 

Recomendamos uma boa leitura, e uma boa análise principalmente das suas soft skills (ou competências comportamentais).

Como elas são mais difíceis de desenvolver do que uma hard skill, são também mais desejadas pelos recrutadores.

Neste sentido, ter uma competência como “Pensamento analítico”, dependendo da vaga, é igualmente ou mais importante do que qualquer habilidade que você aprendeu em algum curso.

 

Entendeu onde estamos querendo chegar?

 

As keywords não envolvem apenas habilidades técnicas, mas também comportamentais. Pesquise as competências mais procuradas pelo mercado, faça uma autoanálise, encontre as competências que melhor te descrevem e inclua isso no seu currículo.

 

 

6 – Inclua um texto de apresentação

 

É difícil dizer que é assim e pronto. Mas muitos recrutadores dão bastante valor ao texto resumo.

Isso é importante pois é o primeiro contato que o recrutador tem com você. Baseado no que ler ali, a pessoa pode tendenciar o resto da análise do seu currículo.

Por isso, é importante pensar bem neste texto. Ser estratégico: qual o perfil desejado pelo recrutador nesta vaga?

Normalmente este tipo de informação é apresentado no texto descritivo da vaga. Caso você julgue que seja um bom match, certifique-se de que o seu resumo apresente justamente isso.

Um técnica legal, é misturar competências e o que você entrega.

 

Por exemplo:

 

Eu tenho determinado perfil, e por isso consigo realizar determinada tarefa, alcançando X resultado.

 

Na vida real ficaria mais ou menos assim:

 

“Eu tenho um perfil criativo, orientado para o cliente, e com isso consigo criar campanhas que causam um impacto direto nas vendas dos meus clientes.”

 

Ou

 

“Eu tenho um perfil analítico, voltado para a inovação, e com isso venho criando estratégias de produto que contribuíram para o aumento de 50% nas vendas em 2020 em meu trabalho atual.”

 

Ou ainda

 

“Eu sou uma pessoa empática e comunicativa, e com isso consigo encontrar soluções rápidas e eficientes no atendimento ao cliente no setor financeiro nos últimos 5 anos.”

 

Entendeu a pegada?

Escreva um texto de mais ou menos 5 linhas, com 2 ou 3 sentenças como esta e você irá causar uma boa impressão. Se conseguir enquadrar o tempo de experiência, pode ser legal.

 

 

7 – Mostre que você é capaz de fazer a diferença

 

Se você leu o tópico anterior, já notou que um texto que mostre o que você é capaz de entregar é muito mais poderoso do que um texto meramente descritivo.

Mas isso não acaba no seu texto resumo. Deve se estender na parte da sua experiência profissional.

 

Vamos mostrar.

 

No lugar de apenas “listar”:

“Planejamento e análise de postagens no Instagram”

 

Diga:

“Aumento de X% no perfil do Instagram da empresa, a partir da pesquisa de keywords, definição de hashtags, análise de dados e planejamento de estratégias de postagens para mídias sociais.”

 

Fica melhor, não é?

Tente descrever o que você faz, utilize as palavras “mágicas” para o seu setor e mostre o resultado obtido.

 

 

8 – Não tenha de preguiça de atualizar seu currículo antes de uma entrevista

 

Isso parece bobo, mas pode fazer um diferença incrível.

Primeiro, porque se você analisa a vaga com atenção, consegue ter uma ideia melhor se realmente ela se encaixa no perfil desejado.

Vamos combinar, enviar um currículo parece uma tarefa pequena, mas se você faz isso no capricho, leva um certo tempo. Por isso, melhor investir seu tempo enviando para as empresas que querem um candidato como você, não é?

Em segundo lugar, ao analisar a vaga, as vezes você pode encontrar uma palavrinha especial, um detalhe, que tem a ver com o seu perfil, mas que por algum motivo deixou passar.

 

 

9 – Corrija o português!

 

Esta é a cereja do bolo: corrija o português.

Erros de gramática não vão necessariamente fazer você perder a vaga, mas melhor não arriscar, não é?

Entregar um currículo com erros de português pode dar uma ideia de descaso, ou desleixo. E isso ninguém quer.

Então aqui vão duas dicas:

 

1 – leia o texto de trás para frente, palavra por palavra;

ou

2 – Imprima o currículo e, com um lápis, vá riscando sílaba por sílaba, lendo com bastante atenção. Assim você consegue pegar aquelas errinhos bobos de digitação com mais atenção, e encontrar palavras que você não tem certeza como se escreve e consultar no google.

Fora isso, se conhecer alguém que é bom de gramática, porque não pedir para esta pessoa corrigir para você? Afinal, é sobre o seu futuro que estamos falando!

 

 

 

Extra: dicas para conseguir uma entrevista de emprego

 

No post de hoje falamos sobre como fazer um currículo. Mas é como aquele ditado que nossos avós diziam, uma andorinha só não faz verão.

Para conseguir a entrevista dos seus sonhos, é preciso fazer mais do que isso.

Aqui vamos listar algumas dicas que podem te ajudar:

 

  • Crie um perfil no Linkedin incluindo as principais keywords buscadas pelos recrutadores da sua área, no máximo de locais possível
  • Faça contatos nas redes sociais (principalmente LinkedIn)
  • Divulgue o seu trabalho (nada de vergonha!)
  • Publique conteúdos interessantes no LinkedIn e interaja com as outras pessoas
  • Tente entrar em contato com recrutadores e pessoas que trabalham na empresa que você quer trabalhar
  • Participe de eventos para fazer network
  • Não tenha vergonha de pedir ajuda/indicação para amigos, conhecidos e nem conhecidos de conhecidos
  • Crie uma boa carta de apresentação
  • Treine para a entrevista (pense nas possíveis perguntas e ensaie o seu discurso!)
  • Cogite investir em uma consultoria para conseguir empregos, melhorar currículo e LinkedIn

 

 

Gostou das nossas dicas?

Tentamos colocar a visão de um recrutador, para ilustrar os pontos que exigem atenção no seu currículo.

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