Geração X Y Z Dieferença

15-01-2020

A influência das gerações x, y e z no mercado de trabalho

Geração x y z. Você sabe quais são as principais diferenças entre elas? Neste artigo vamos explicar as características de cada geração e o seu impacto no mercado de trabalho.

 

O mercado de trabalho hoje é dominado pelas gerações X, Y e Z. Se pegarmos os extremos, podemos estar falando de pessoas com mais de 40 anos de diferença convivendo em uma empresa, tendo de entender e lidar com características que em quase nada se assemelham.

Fazendo uma analogia com o retrato de uma família de novela, é como se estivéssemos falando de pais e mães, filhos mais velhos e irmãos caçulas. Mas, no lugar de dividir a mesa da cozinha, estão discutindo ideias em uma sala de reuniões.

É neste cenário que surge o termo “Choque de Gerações”. Um conflito de ideias e comportamentos que ocorre em uma constante troca de bastão entre grupos de idade dominantes no mercado. Entender suas particularidades é papel fundamental na rotina de líderes e profissionais de RH, tanto para criar produtos e serviços quanto para gerir equipes de sucesso.

Você sabe as características destas gerações? Sabe qual o seu papel e influência no mercado? Pois são estes assuntos que iremos abordar agora.

 

Como as gerações influenciam no mercado

O mercado acompanha constantemente o ciclo das gerações, que o moldam a partir de seu comportamento como profissionais, como clientes e até mesmo como como influenciadores na decisão de compra. Para entender como isso acontece, é necessário obter um conhecimento maior das características de cada uma delas, sobre o contexto do mundo quando nasceram, cresceram e seguiram suas carreiras. Vamos apresentar cada uma delas em ordem cronológica.

 

Geração X

Pertencem à Geração X aqueles que nasceram entre o início da década de 60 e final dos anos 70/início anos 80. No mercado de trabalho, são os profissionais que hoje possuem experiência de mais longa data. Também foram os primeiros a buscar uma maior especialização acadêmica, e dão grande valor ao conhecimento.

Foi esta geração que começou a moldar o mercado como ele é hoje. Acompanharam o surgimento do celular, do e-mail, dos computadores individuais, da internet, e todas as mudanças posteriores que hoje são mais associadas às gerações y e z (e até mesmo aplha).

São marcados por uma grande preocupação com a carreira, por seu comportamento workaholic, colocando a estabilidade financeira acima de questões como propósito e ideias. Talvez esteja aí uma das diferenças mais gritantes quando comparados com quem veio depois.

Assim como as gerações posteriores trouxeram uma quebra de comportamento, que tanto é debatida no mercado atual, a Geração X também foi pioneira, quebrando padrões como a busca por direitos e uma maior preocupação com o produto consumido.
Outra comparação com quem nasceu a partir da década de 80, está no seu comportamento menos impulsivo, mais calmos e mais ponderados. Também é nítida sua preocupação com os mais jovens, com quem ainda buscam construir uma relação de compreensão mútua.

 

Geração Y

A Geração Y é formada por aqueles que nasceram entre o início da década de 80 e final dos anos 90. Também conhecidos como Millennials, hoje representam 34% da população brasileira, e 50% do mercado de trabalho. Ainda visto como jovens, já ocupam cargos de gestão, e alguns inclusive já se aproximam dos 40.

Quando nasceram, a tecnologia não era uma novidade, e cresceram junto com seus avanços. Por isso, também são chamados de pioneiros digitais. Neste mesmo contexto, é comum encontrar argumentações relacionados às facilidades dos millennials, oferecidas pelos seus pais, tendo tudo ao seu alcance. Mas também em relação à própria época em que nasceram: uma geração intermediária, que teve a oportunidade de chegar a idade adulta em um mercado em constante evolução, precisando de profissionais que moldassem o seu futuro.

O maior clichê na definição de suas características (e que não deixa de ser verdade), é aquela história de estarem sempre conectados. E talvez sejam eles a geração mais vidrada em seus smartphones, compartilhando tudo nas redes sociais, 24h por dia.

Uma das maiores quebras entre a geração X e Y está na valorização da qualidade de vida. Muito por isso, é bem comum associar millennials à uma troca de emprego constante, até encontrar o seu lugar ideal. Segundo uma pesquisa chamada de “Millennials in Europe and Brazil”, realizada pelo Grupo Geometry/WPP, 38% dos seus integrantes colocam a qualidade de vida no topo de sua lista de desejos, contra 24% que priorizam a carreira.

Apesar deste “desapego” ao conceito mais tradicional de carreira, a Geração Y também é considerada inovadora e esforçada, principalmente quando trabalham com algo relacionado ao que gostam. Também são extremamente criativos, dinâmicos e tem facilidade em lidar com as inovações tecnológicas

 

Geração Z

Se nos últimos anos tanto se ouviu falar em millennias, agora chegou a vez da geração Z. Nativos digitais, nascidos entre o início dos anos 90 e 2010, são cada vez mais relevantes para o mercado. Primeiro como compradores (até 2020 devem representar 40% dos consumidores), mas agora também como profissionais, já que alcançaram a casa dos 18-28 anos.

Embora a sua mudança comportamental seja mais gritante quando comparado com a geração X, eles também se diferenciam muito bem dos millennials: são mais ligados a estabilidade e buscam aumento de salário.

Outra característica marcante, e que faz bastante barulho, é sua busca por igualdade e diversidade no mercado de trabalho. O que pode ser o seu grande legado para as gerações posteriores. A geração Z dá forte importância ao propósito, querem mudar o mundo e se preocupam com os impactos causados ao planeta. Segundo dados, 26% destes jovens participam de algum tipo de voluntariado.

Em sua relação com a tecnologia, que os acompanha desde o berço, possuem uma maior facilidade para lidar com o iOT (a tão famosa internet das coisas). Também são vidrados por assistir vídeos online e por vezes priorizam conversas online do que presenciais.

 

Porque tanto se fala em Millennials e Geração Z

São varias as frentes que tornam as gerações Y e Z tão comentadas. O mundo em que vivemos atravessa mudanças cada vez mais rápidas. Portanto, é completamente natural e compreensível que as gerações mais velhas, entre elas a X, olharem com preocupação alguns hábitos: principalmente a tendência por trocar o convívio social “ao vivo” pelas relações online.

Do ponto de vista profissional, as preocupações estão mais relacionadas à relação contratante e contratado. Não é que os valores sejam diferentes –  mas a prioridades muitas vezes são.

 

Como trabalhar com as Gerações Y e Z

Quando nos voltamos ao mercado de trabalho, o assunto que preocupa de verdade é o turnover e a retenção de talentos. Na visão de um millennial, por exemplo, trocar de emprego até encontrar algo que faça sentido, nada mais é do que seu direito (e isso é bem verdade). Porém, no ponto de vista de quem contrata, significa um tremendo prejuízo, e o mesmo vale para os seus colegas de trabalho que ficam sobrecarregados.

Tentando fazer um balanço entre estes dois pontos, é difícil deixar de fazer o questionamento: um mundo onde as pessoas prezam por qualidade de vida não parece ser um lugar melhor? Neste sentido, cabe aos gestores buscarem meios, como planos de carreira, que se adaptem mais ao comportamento destas novas gerações. Tentar “doutrinar” os profissionais mais jovens é um esforço inútil. Todas as gerações têm ensinamentos para dar e receber. O desafio está em usar a empatia para construir equipes de sucesso.

Falando agora de uma maneira mais prática, é importante alinhar valores entre empresas e funcionários. Definir um perfil profissional, e buscar as pessoas que mais se enquadram. Mais do que isso, criar meios de viabilizar o propósito de vida, tão importante para os mais jovens, sem que precisem trocar de emprego.

Outro ponto é a flexibilidade no trabalho. E novamente os benefícios são mútuos. Com organização, planejamento de metas e um método de execução bem definido, é possível viabilizar o trabalho remoto (ou com carga horária flexível). O que oferece não só  qualidade de vida, mas também produtividade e até mesmo economia.

Para finalizar: igualdade e diversidade são palavras muito bem vistas pelas gerações Y e Z. E o mesmo deve valor para todos! A grande questão é encontrar um meio de viabilizar a troca de experiências entre gerações, e, desta forma, aliar a retenção de talentos à construção de um mundo melhor.